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FISL10: Algumas Palestas do Último Dia

Sábado, 27 Junho 2009

Daniel Ruso fez uma boa apresentação sobre Perl 6, que já está em desenvolvimento a 9 anos, mas ainda não foi lançado em definitivo. Contudo, muita coisa do Perl 6 já pode ser usado no Perl 5, por meio de módulos.

É uma linguagem bastante robusta e que promete revolucionar muito a forma de programar.Já existe uma implementação de teste do Perl6 chamada de Pugs, mas parece que é bem lenta.

Algo interessante mostrado na palestra é a possibilidade de usar a sintaxe de outras linguagens em blocos de código. Daniel mostrou um trecho de código escrito em Java, dentro do código Perl.

Depois desta palestra, tive a oportunidade de acompanhar Richard Stallman, palestrando sobre os perigos das patentes. Já tinha assistido uma sobre esse assunto a alguns FISL atrás, mas resolvi assistir novamente, para ver se tinha alguma novidade.

Interessante uma analogia que ele fez: imagine se tivessem resolvido patentear a música na época de Beethoven. Trechos de notas, arranjos e outras idéias similares não podendo ser usadas… Ao invés de Beethoven compor sinfonias que soassem bem, ele comporia músicas sem problemas de patentes, provavelmente sem a mesma qualidade sonora.

A única alternativa é não deixar as patentes serem difundidas pelo mundo. Inclusive ele alertou que a entidade responsáveis por patentes no Brasil estava tentando encontrar algumas falhas na legislação para tentar forçar a adoção aqui.

Em contato com o Lula, durante a visita, Stallman disse que conseguiu entregar um documento que fazia uma analogia similar a de Beethoven com a produção de novelas no Brasil. Ele acredita que conseguiu sensibilizar o presidente para acompanhar melhor isso.

Fizeram uma brincadeira colocando uma placa do “Steve Balmer” sobre a mesa dos palestrantes. Após alguém alertar a presença da placa ao final, Stallman afirmou não acreditar que ele fosse realmente comparecer e aceitou a brincadeira numa boa (será que foi a organização do evento que fez isso?).

Uma das palestras mais descontraídas desse fórum foi de Rubens Queiroz, sobre os 12 anos do Dicas-L. Dei muitas boas risadas, ótimo palestrante. Participei  mais para conhecer ele, já que é famoso na comunidade.

Outra bom palestrante, foi de Eduardo Maçan. Na verdade, ele acabou improvisando, já que o convidaram a apresentar este trabalho no evento segunda-feira de madrugada (ele já tinha apresentado outra palestra neste FISL). Ele falou sobre a cultura hacker x administradores.

Aparentemente ele lançou uma nova modalidade de slides para apresentação de um trabalho em um fórum, onde o próprio público prepara o material.

Segundo ele, após aproximadamente 3 anos longe da comunidade por motivos particulares, ele conseguiu ver o “outro lado”, o lado administrativo do negócio e acabou chegando a conclusão que, apesar das aparências, existem mais semelhanças do que diferenças. No fim, ele acredita que ser um bom hacker é igual a ser um bom líder.

Essa palestra teve a intenção de simbolicamente encerrar um ciclo, já que Eduardo Maçan foi o primeiro palestrante no FISL 1.

Uma palestra mais técnica que eu assisti hoje, foi de Cloud Computing, de Darlan Segalin. Ele acredita que essa tecnologia vai ser cada vez mais usada, com grandes empresas do mercado investindo de forma substâncial em soluções.

O pioneiro deste modelo computacional foi a Amazon, que em 2006 lançou o S3, para armazenar arquivos online e o EC2, que permite utilizar máquinas virtuais completas, pré-prontas, bastando apenas escolher as caracteríscitas pela web e acessar o ambiente como se fosse uma máquina real (usando SSH, etc).

TOP FISL 9: Backup prático

Sexta-Feira, 18 Abril 2008

Para mim, a palestra mais inovadora do FISL 9, que mais acrescentou conteúdo, a palestra que eu pensei “bah, valeu os cenzão que paguei”, foi a de backup prático, ministrado pelo Solli Honório. Na verdade, não sei até que ponto realmente é inovador, mas é que eu nunca tinha ouvido falar sobre o tal backup diferencial em disk-to-disk.

O modo mais comum de se fazer backup é em fita magnética, mas quem nunca precisou restaurar um, não sabe o significado disso. Isso sem falar nos riscos de dar erro na mídia, quando não é testada a copia.

Eu já tive que esperar quase 12 horas para recuperar um backup, com o cliente nervoso, aguardando ansiosamente pelo seu dado perdido. Depois desta experiência, quando o backup passa dos 20Gb, eu sempre sugiro embutir na política de backup, um armazenamento em disco também, além do meio magnético.

Em geral, os clientes gostariam que fosse mantido backup em disco de dados de mais de 1 dia, mas infelizmente, isso é muito difícil, pois implica em gastar muito dinheiro em discos rígidos. No máximo, eu consigo armazenar 2 dias de backup em disco. No geral, isso resolve. Mas, sempre tem o caso do cliente querer dados de vários dias atrás; pior, nem sempre sabe o dia exato que o dado foi perdido. Dai não tem jeito. Se fica “algumas-muitas-horas” procurando nas fitas magnéticas.

Bem, vamos ao que interesse…

Após um panorama geral sobre backup, o Solli abordou o disk-to-disk, preferencialmente se usando disk storage, mas que poderia ser até via web. Depois ele começou a falar em manter um histório de backup em disco, eu já pensei: “bah, vai ser difícil de implementar isso. Soluções muito caras”… Mas dai ele começou a falar em backup diferencial, eu confundi os termos e pensei que já era o famoso backup incremental (esse dai eu não arrisco de jeito nenhum). Já estava quase indo embora, quando eu entendi a diferença. “Uau! Um backup que você fica com o arquivo atualizado e pode aplicar diff para regredir?! Fantástico!!!”

É isso mesmo. O sistema faz uma checagem dos arquivos que foram modificados, marca estes arquivos, vê apenas as partes dos arquivos que foram alterados, gera um diff e atualiza o arquivo. Com o diff, é possível regredir o backup. Na pior hipótese, caso seja perdido estes arquivos com o diff, você ainda terá o último backup completo.

Só isso já seria suficiente para me deixar muito feliz. Mas, ainda tem mais: existe um front-end escrito em Perl (eu amo Perl!), que roda via browser e faz todo o gerenciamento do backup diferencial e ainda por cima com o histórico! Maravilhoso! Espetacular! Não tenho palavras para resumir o que estou sentido, hehehe

O aplicativo se chama BackupPC, e pode ser encontrado no link: http://backuppc.sourceforge.net/. Vale a pena incorporar isso em sua vida!

Para finalizar, o Solli sugeriu que o backup em fita não deve ser abandonado totalmente. O ideal é usar o backup disk-to-disk, associado com um backup disk-to-disk-to-tape (neste caso, usando outra ferramenta para gravar na fita, ou seja, você precisa de um BackupPC e um Bacula, por exemplo).