Todo ano o FISL enfrenta os mesmos problemas. Desde 1999 (primeira edição, realizado na UFRGS) continua o mesmo problema de longas filas no credenciamento da feira.
O fórum cresceu em todos os sentidos. Quantidade de público, de palestras, de empresas expositoras, patrocinadores, taxa de inscrição cobrada, mas parece que a organização ainda não conseguiu aprender com alguns erros. Já era tempo de ter mais profissionalismo quanto ao credenciamento. E nem sempre isso representa um investimento muito grande.
Trabalho na BBSI Informática, que a muitos anos é responsável pelo credenciamento de grandes feiras como a Couromoda e Hospitalar, entre outras e nós aprendemos muito desde as primeira edições, adquirindo um bom know how sobre isso, derivando até alguns projetos com outras empresas, como o ProEvento (não é software livre, infelizmente). Algo bastante básico em credenciamento, quando é sabido que a demanda é muito maior do que a capacidade em atender é buscar dividir parte da tarefa. Uma solução bastante simples, seria enviar via correio as credenciais para o evento, para os inscritos com antecedência. O custo disso não chega a ser muito alto e desoneraria esta tarefa. Ainda teria os “brindes” (a pasta, etc) que precisaria ser retirados no evento, mas pelo menos isso poderia ser postegardo, reduzindo significativamente a fila no início do evento.
Além disso, me surpreende um evento do nível do FISL não ter um controle de catraca. Sei que é um pouco complicado implementar isso, devido o evento na PUC não ter um fluxo definido (tinha salas até no prédio anexo), mas pelo menos poderia ser feito uma verificação de público em alguns lugares. Em geral, é feito um controle (até porque o evento é pago) na porta de entrada das salas de palestras, mas talvez isso não fosse possível devido a grande quantidade de entrada e saída de pessoal. Teria que ter um controle mais rígido sobre isso, para essa implementação.
Outro ponto crucial, pelo menos ao meu ver, é não ter um sistema de coletor de dados nos estandes. Acho muito amador as empresas ter que fazerem este contato manualmente (pegar nome, endereço das pessoas interessadas em alguma coisa). Até poderia se dar a opção de fazer manualmente, mas tenho certeza que empresas grandes prefeririam ter algo mais “hi-tec”. Scanner de mão já é usado nas feiras que a gente realiza à muitos anos. Mas tudo bem. Isso não chega a ser essencial.
Como o problema persiste e não é resolvido nunca, resolvi partir para uma “gambiarra” no credenciamento deste ano: deixei para me inscrever no dia… Fila ZERO!
Claro que isso teve um custo… No caso, custo real, financeiro. Paguei mais caro, mas no fim nem foi tão mais caro, pois na inscrição no dia podia optar por não “ganhar” os brindes e pagar 30 reais a menos, o que acabou dando na mesma para mim (nunca consigo me inscrever com muita antecedência, pois só na última hora consigo saber se vou ou não poder participar do evento).
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