Árvore do Amor

quarta-feira, 2 novembro 2011

Tenho pensando a algum tempo e tentando definir como o amor funciona. Creio que consegui chegar a um modelo inicial da mensagem que eu gostaria de transmitir.


Para mim, o amor poderia ser representado por uma árvore que deve ser cultivada por 2 pessoas.

No início você dispõe apenas de uma semente, que seria o desejo, a vontade de amar. Pode ser uma semente pequena ou grande, não importa, pois o destino dela é o mesmo. Se tornar uma árvore.

Além da semente é necessário um terreno fértil para essa árvore crescer. Esse terreno poderia ser caracterizado como a oportunidade, não apenas de iniciar uma relação, mas também da vontade de criar meios para que essa relação possa crescer e se tornar uma grande árvore. Quanto maior o desejo, mais fértil será o local.

Quando duas pessoas cruzam o caminho e iniciam uma relação amorosa, ambas plantam a semente no terreno. Muitas sementes são plantadas no dia-a-dia, mas poucas germinam.

A semente que germina precisa de cuidados. As suas necessidades básicas seriam de luz solar e de água. Eu creio que ambos elementos poderiam ser representados pelo casal que está iniciando essa relação amorosa.

No início a árvore é muito pequena e frágil e necessita de mais cuidados do que o normal. Precisa da quantidade suficiente de Sol e de água. Apenas a falha ou descuido de um dos pares é suficiente para matar essa pequena planta, seja por falta de água ou falta de luz.

Contudo não é apenas a falta que pode causar o fim desse amor. O exagero também pode significar um fim abrupto. Água demais apodrece as raízes e sol demais queima as folhas.

O grande segredo do amor está em saber regular com perfeição a quantidade de água e sol que devemos aplicar a esse sentimento, para que ele vingue e se torne uma grande e forte árvore, capaz de suportar intemperes poderosas.

Mas como chegar a essa receita milagrosa? Esse é o grande enigma do amor. Alguns dizem que é uma questão de encontrar a pessoa certa, que tudo se dará bem, mas eu prefiro acreditar que é através da experiência que conseguimos aprender a amar de verdade. Até pode-se ter sorte, e na primeira vez que a semente seja jogado ao solo, o casal consiga gerar uma árvore grande e frutífera, mas eu creio que essa é a exceção.

O simbolismo vai além. Assim como a árvore é mais suscetível a não vingar quando é nova, ela será mais resistente após anos-e-anos de desenvolvimento, ou seja, a força de resistência do amor é diretamente proporcional ao tempo que se está vivendo o sentimento.

Quando a árvore atinge um certo estágio de desenvolvimento, ela começa a dar frutos. Num modelo mais básico esses frutos poderiam ser os filhos gerados por essa união, mas não apenas filhos, pode ser qualquer outro fruto, como por exemplo o casal cria um lar para animais abandonados, ou ela pode ter outro propósito, como por exemplo, gerar sombra para viajantes cansados.

O fato é que quanto mais árvores tivermos no mundo, ou seja, quanto mais amor, melhor, pois com isso iremos estar criando um bosque. E onde existe um bosque, existe vida em abundância.

Eu Te Amo

terça-feira, 1 novembro 2011

Já faz algum tempo eu frequento um grupo de pessoas solteiras em busca de sua “cara-metade”.

Esse grupo tem um bom número de pessoas bem intencionadas e que de fato estão procurando a companhia de outra pessoa, em prol de viverem uma vida juntos, seja qual for a forma, casando ou morando em casas separadas.

Mas tenho notado que mesmo neste grupo seleto de pessoas em busca do amor, falar “eu te amo” é considerado um verdadeiro tabu, algo como se fosse somente aplicável a um ser perfeito.

Na Wikipédia encontramos uma boa definição do significado da palavra “amor”:

“O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação”

O fato é que existem muitas formas de amar e de expressar esse amor. Dizer “eu te amo” não deveria ser considerado um tabu maior do que dizer “eu te odeio”, este sim tão banalizado nos dias de hoje.

Sou uma pessoa que acredita na força das palavras, por isso eu creio que se as pessoas falassem mais “eu te amo” no dia-a-dia, não apenas para sua relação “perfeita”, provavelmente o mundo seria um lugar melhor para se viver.

Outra coisa que não acho digno é o fato de as pessoas definirem que você só está amando se preencher uma série de requisitos básicos. Por exemplo, nesse mesmo grupo a maioria das pessoas só acredita que 2 pessoas estão se amando após ocorrer o encontro físico entre os dois pretendentes. Se isso de fato fosse verdade, não deveria existir coisas como o “amor platônico” ou amor a seus hobbies e objetos de estima.

O amor é mais do que uma simples palavra ou definição é um sentimento nobre, provavelmente o sentimento mais nobre de todos os seres vivos de nosso plano existencial. Por isso eu gostaria de dizer que eu te amo sim!

Prova de Amor

terça-feira, 1 novembro 2011

Era uma vez uma menina muito bonita e inteligente, mas que era muito infeliz, pois não tinha namorado.

Ela era muito romântica e desejava ardentemente conhecer uma pessoa especial, que a amasse àcima de tudo.
Muitos garotos a paqueravam, mas ela nunca gostava de nenhum, pois acreditava que eles não eram especiais.

Um dia, ela conheceu um garoto diferente, que despertou o seu interesse.  Mas ela não tinha certeza se esse menino era o garoto especial dela.
Como ela era uma garota muito religiosa pediu a Deus um sinal. Ela pensou: “se esse menino me der uma caixa dos meus bombons favoritos, é porque ele é a minha pessoa especial“.

Passado alguns dias, o garoto veio falar novamente com ela. Junto ele trouxe um presente… Qual foi a supresa ao ver que o presente era a sua caixa de bombons favorito!
Ninguém sabia que ela adorava aqueles bombons. Pior, a caixa era uma edição limitada especial, com poucas unidades. Ela ficou muito feliz!

Mas ela era muito insegura e pensou que talvez fosse apenas uma coincidência, e novamente começou a fugir das investidas do rapaz. Como ele era insistente, ela resolveu dar uma nova chance. Pensou novamente, se esse rapaz for mesmo meu par ideal, ele vai me dar outro presente especial.

Ela pensou o que ela poderia desejar, que fosse totalmente diferente e que não gerasse dúvidas. Ela pediu: “se ele for minha alma gêmea, ele irá me dar uma buquet lindo de flores“. Mas flores muita gente dá. Não era suficiente. Como ela adorava roupas xadrez ela pensou: “não pode ser qualquer flor, tem que ser rosas xadrez“!

Passado algumas semanas o rapaz veio novamente falar com ela. E em suas mãos havia um lindo buquet de rosas xadrez!!! Ela parou de respirar. Ele: “não são lindas? Eu sei que tu adora xadrez. Essas flores são únicas, uns japoneses criaram elas em uma experiência genética“.

Realmente era ele, pensou. “Mas quero mais um sinal, algo que irá me dar certeza absoluta. Já sei! Se ele for o rapaz certo, eu quero que um raio caia na cabeça dele!!!

O raio caiu e o rapaz morreu.

FISL11: Fim…

domingo, 8 agosto 2010

Novamente mais uma palestra cancelada de última hora, agora de Database Refactoring com PostgreSQL, encerro esse evento com a sensação não muito boa, apesar de ter tidos palestras ótimas em termos de nível técnico.

Aliás, acho que funcionou muito bem o fato de os próprios participantes terem selecionado os temas, contudo teve alguns títulos “pega-ratão” que não apresentaram o que aparentavam, sendo bem decepcionantes em termos técnicos e de defesa do software livre.

De qualquer forma houveram melhorias na organização do Evento e isso precisa ser valorizado.

Por fim, quero destacar o trabalho do blog Tecnologia que Interessa que fez um trabalho similar ao meu, mas apresenta várias palestras diferentes, o que me leva a acreditar que ambos permitem cobrir uma gama muito boa do que foi apresentado nesse FISL.

FISL11: N900

domingo, 8 agosto 2010

Anahuac de Paula Gil apresentou o N900 de uma forma bem descontraída. Ele jura que não é “garoto-propaganda” da Nokia, mas defendeu tanto o dispositivo que eu fiquei com sérias dúvidas.

Sou usuário do N800, que seria um antecessor do N900, mas o que esse novo dispositivo permite está muito além do que um smartphone convencional oferece, como por exemplo saída de vídeo (Anahuac apresentou os slides da palestra diretamente de seu aparelho), processador robusto, saída infravermelho (que permite o aparelho controlar TVs, por exemplo), etc.

Mas o que ficou de mais importante na palestra, e que eu ainda não tinha me dado conta, é que o N900 permite UTILIZAR SOFTWARE LIVRE no equipamento, ou seja, é o primeiro smartphone com software livre (o N800 não é telefone, apenas tablet). E não estou me referindo ao Maemo, que agora está em declínio, mas de usar o próprio Debian para ARM no aparelho. Realmente revolucionário esse N900!

FISL11: Backup com Ferramentas Livres

domingo, 8 agosto 2010

Foi uma palestra reapresentada, devido a lotação no dia 22 de julho, contudo desta vez tinha bem menos pessoas, creio que por falta de uma divulgação maior.

Não pretendo esgotar o assunto aqui, por isso, para maiores informações é possível acessar os slides da palestra que foram publicadas no site Slideshare: http://www.slideshare.net/tchelinux/fisl-11-bac

O Jerônimo Medina Madruga apresentou várias ferramentas que podem ser usadas para fazer backup, como por exemplo comando copy, rsync, bem como programas especializados para Linux, como o rdiff-backup, LuckyBackup e o FlyBack (que seria uma espécie de Time Machine para Linux).

Para clonagem de disco, o palestrante deu algumas sugestões:

  • Clonezilla;
  • FOG, que seria uma ferramenta estilo o Norton Ghost da Symantec;
  • LRS (Linbox Rescue Server).

Como ferramentas avançadas de backup, foram sugeridos o Amanda e o Bacula.

Para finalizar, apenas gostaria de mencionar o que o palestrante apresentou sobre os tipos de raid :

  • RAID por hardware: usa placas com processador, memória, praticamente um micro-computador e é muito bom em termos de desempenho, mas tem a desvantagem de serem muito caras. Além disso, segundo o palestrante, caso haja uma falha na placa é necessária uma exatamente igual para que o raid seja reativado;
  • RAID por software: o sistema operacional é responsável por manter a integridade dos dados, sendo que atualmente está em ascensão devido ao barateamento dos processadores, desta maneira mais recomendado (contudo necessita de um grau maior de interferência humana na hora que ocorre uma falha em um disco, não sendo tão simples como simplesmente substitui-lo como é no RAID por hardware – experiência própria);
  • RAID por chipset: implementado na maioria das placas motherboards da atualidade. Esse tipo de raid foi veemente não recomendado na palestra, com citação de casos de falhas , inclusive com a perda total dos dados, devido a mal funcionamento do  chipset.

FISL11: Nagios

domingo, 8 agosto 2010

O objetivo do NAGIOS é facilitar o gerenciamento, eliminando a necessidade de checagem manual de servidores e serviços, bem como tomar ações pró-ativas.

O grande diferencial do NAGIOS, em relação ao seus concorrentes, é a escabilidade, sendo que ele já fui usado até para monitorar colméias de abelhas!

Ele é um software que permite diagnosticar problemas e inspecionar incidentes e é considerado bastante estável, pois tem mais de 17 anos de desenvolvimento, sendo que o ponto central de monitoramento de um ambiente com NAGIOS é chamado de NOC (Network Operations Center).

Um pouco de história do desenvolvimento:

  • Em 1993 surgiu a primeira versão, sendo que não possuia nome e tinha poucos interessados;
  • Em 1996 recebeu o nome de SATAN, mas continuo não atraindo muito a atenção da comunidade (provavelmente pelo nome sugestivo, hehehe);
  • Somente em 1997 começou a atrair a atenção de mais desenvolvedores e interessados, quando recebeu o nome de SAINT;
  • Em 1999, atingiu sua maturidade e começou a ser direcionado para a web, com interface mais amigável. Recebeu o nome de NETSAINT;
  • Em 2002 recebe o nome de NAGIOS.

Ele é capaz de monitorar máquinas (hosts) e serviços, sendo seu ponto forte a modularidade. De fato, sem os módulos, o NAGIOS não é capaz nem de fazer um ping.

Pode trabalhar com vários agentes (software cliente responsáveis pelas informações que serão coletadas):

  • SNMP;
  • NRPE, que é o agente oficial NAGIOS;
  • NSCA, que é um agente passivo, muito útil para ser usado em ambientes com firewall e NAT;
  • NSClient, que é um agente utilizado no ambiente Windows da Microsft.

Mais informações sobre o NAGIOS podem ser encontradas no site do palestrante Márcio Pessoa: http://pessoa.eti.br/

FISL11: Desenvolvendo Software nas Nuvens

sábado, 7 agosto 2010

Foi uma palestra bastante interessante, e a idéia foi dar um aparado geral de como aplicar os conceitos de desenvolvimento de software para ser utilizado na programação por meio de cloud computing.

O principal ponto é ter um sistema de centralização de acesso dos usuários, permitindo, por exemplo, que se um colaborador sair da empresa,  apenas é necessário alterar o acesso num lugar, evitando o risco de falhas de segurança em alguma aplicação que se esqueça de retirar as permissões do ex-colaborador. Para implementar isso, os palestrantes sugeriram um modelo usando o LDAP.

Além desse ponto central de controle de acesso, um projeto de desenvolvimento ideal de software deve conter 4 peças importantes:

  • Um software de controle de pendências, como por exemplo o Redmine;
  • Um software de controle de versão, que poderia ser o Subversion ou o Git;
  • Um software de integração contínua, como exemplo o Hudson, que seria responsável em gerar versões funcionais do software em desenvolvimento e assim agilizar a descoberta de problemas no código fonte. Essa parte do modelo é a que tem mais problemas com cloud computing, pois atualmente não tem nenhum software que suporte isso de forma nativa;
  • Um software de gerenciamento de bibliotecas, como exemplo o Nexus.

Nesse modelo, o software de controle de versão seria a peça chave. Ele se comunicaria diretamente com o software de pendências, gerando tickets de necessidades de implementação e de bugs, sendo que o software de controle de versão também se comunicaria diretamente com o software de integração contínua. O software de integração contínua se ligaria com o gerenciador de bibliotecas, e todos os 4 estariam integrados com o LDAP.

Como sugestão de sites com algum tipo de opção de desenvolvimento seguindo esse modelo ideal, foram sugeridos:

  • Opensource:  GitHub,  Atlassian,  Nexus,  GoogleCode,  Java.NET,  Sourceforge;
  • Comercial:  GitHub,  Locaweb,  Atlassian,  Collab.net

E como sugestão final de site, para servir como referência: toolscloud, no twitter: @toolscloud

FISL11: Últimas Palestras do Terceiro Dia

sábado, 24 julho 2010

As últimas palestras que eu assisti no dia foram sobre EXT4 e SE Linux, mas ambas foram de um nível técnico muito avançado, por isso não foram muito proveitosas para mim.

A de EXT4 foi cheia de termos técnicos de recursos implementados, o que não estava ao meu nível de entendimento, contudo o que eu pude retirar da palestra é que o EXT4 já está em uma fase de amadurecimento suficiente (segundo o palestrante) o que permite ser usado em produção.

A intenção do palestrante do SE Linux (Criando uma política no SE Linux em 50 minutos) era de desmistificar a implementação desse recurso em ambiente Linux, contudo achei muito difícil a sua implementação, pois envolve uma série de passos, inclusive com alterações em código fonte, compilação, etc.

De qualquer forma, fica a sugestão do palestrante: ao invés de desabilitar o SE Linux, utilizar o modo Permissive, que permite executar o sistema da mesma forma que o disabled, apenas que ficará logado as “quebras” de segurança programadas no SE Linux.


FISL11: Wireless Router’s Hacks

sábado, 24 julho 2010

Na verdade, nesse mesmo horário havia uma palestra sobre o firewall BrazilFW que eu pretendia assistir, contudo o palestrante não compareceu. Azar o dele, agora vou continuar a utilizar o pfsense!

De qualquer forma, esta palestra sobre modificações em routes wireless foi muito boa. Apresentada por Vinicius John e Rodrigo Troian, ambos da organização do FISL, a motivação foi devido a necessidade de implementar redes Mesh no FISL. A pesquisa foi direcionada a equipamentos de baixo custo, a fim de melhor atender as necessidades econômicas de implementação da solução.

Os routers são equipamentos similares aos computadores x86, possuindo processador, memória e até uma unidade de armazenamento não-volátil, que em geral é uma memória flash. Possuem, também, um sistema operacional, em geral proprietário e que por muitas vezes reduz funcionalidades por questões econômicas da empresa que os vende.

Algumas informações relevantes, em termos de performance, repassadas:

  • Uma antena mais potente é inútil se a fonte do equipamento não conseguir enviar carga suficiente. De fato, eles tiveram casos de routers que até funcionaram melhor depois que eles trocaram por antenas com menos potência;
  • Canais 1, 6 e 11 das redes sem-fio sofrem menos interferência, por isso são mais indicadas para uso em rede Mesh;
  • Trocando o sistema operacional dos routers é possível até fazer overclock dos equipamentos, contudo isso reduz a vida útil dos equipamentos.

O projeto mais antigo de substituição do sistema operacional dos routers começou com o DD-WRT, que inicialmente tinha como objetivo a ser uma solução apenas para aparelhos da Cisco, mas atualmente abrange uma grande gama de equipamentos.

O projeto Open Source mais desenvolvido em termos de substituição do sistema operacional dos routers é o OpenWRT, que combina e soluções como o Luci e Freifunk para prover soluções de rede mesh configuráveis via web.

Routers mais recentes permitem que os sistema operacional seja trocado diretamente pela interface web do sistema proprietário, contudo uma grande gama de routers necessita que isso seja feito fia telnet e tftp.

O ideal é que antes de comprar um router, seja feito uma pesquisa na base de dados da implementação que se deseja aplicar, pois mesmo modelos similares tem muitas diferenças (principalmente em relação a memória flash), que podem facilitar ou dificultar a troca do sistema operacional.

Algo interessante é que depois da troca, temos acesso a uma gama muito maior de opções no router, que em geral o sistema operacional proprietário não fornece, como por exemplo, a possibilidade de ter uma rede pública e outra privada no mesmo equipamento.



Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.